MULHER NÃO VOTA EM MULHER, HOMEM TAMBÉM NÃO

Há muito tempo é falado que as mulheres devem participar das eleições e cada vez mais cresce o incentivo para que mulheres ocupem cadeiras legislativas e executivas. Vamos alguns dados importantes, em 2019 um relatório feito pela Organização das Nações Unidas e da União Interparlamentar, o Brasil ocupa a posição 134 de 193 países pesquisados, no ranking de representatividade de mulheres no parlamento, isto é, apenas 15% da participação feminina. São apenas 77 deputadas das 513 cadeiras na câmara, e 12 senadoras entre os 81 eleitos. Aqui em Cotia, a situação é ainda pior, há mais de 30 anos uma mulher não é eleita na cidade.

Que a participação das mulheres ainda é pequena no cenário político, isto já é comprovado, mas fato é, que o problema não é só a pequena participação, mas também, como se dá essa participação e o papel da população em relação a isso.

Ao meu ver a pequena participação das mulheres na política se dá primeiramente, pelo pouco reconhecimento já dentro do próprio partido, pouca coisa mudou de anos pra cá, na maioria dos casos, principalmente em cidades menores, mulheres são vistas como meros números para completar a cota mínima exigida para a criação das chapas. Eu acredito também, que infelizmente, as mulheres também ainda têm uma visão um pouco distorcida do porque participar da política e muitas vezes não tem o preparo necessário para concorrer a um cargo, e por já estar em desvantagem política pelo fato de ser mulher, acaba não sendo uma opção na hora voto. A questão partidária, também é outro assunto importante, mesmo com todos esses incentivos, que, como já disse acima, são apenas teóricos, os partidos na sua maioria, inclusive em cidades menores, as mulheres são vistas como simples números para completar a porcentagem mínima obrigatória na cota de gênero. Quando participam de algum diretório dificilmente tem poder ou influência sobre as decisões, e partidariamente, quando tem capacidade e conhecimento político para concorrer, muitas vezes é minada pelos próprios membros do grupo que se sentem ameaçados. Outra questão, é falta de incentivo popular, muito se fala em apoiar mulheres na política, mas pouco apoio é dado, quantas vezes você escolheu uma mulher ou deu preferência em conhecer o trabalho de uma para que fosse sua representante? Não é uma questão de mulher não vota em mulher, porque eu acredito que se vota em pessoas por competência e não gênero, mas a verdade é que uma mulher mesmo competente sempre fica em segundo plano na hora escolha pelos próprios eleitores. A participação feminina na política não é uma questão apenas de representatividade, mas de democracia, precisamos sim de homens e mulheres na política com visões e opiniões diferentes para que realmente todos sem exceção se sintam representados, mulheres não tem que serem vistas apenas como representantes das mulheres, mas temos condições de discutir qualquer assunto, mais há de convir que as questões femininas de saúde, violência doméstica e mercado de trabalho, não tem avançado significativamente por falta de políticas públicas adequadas, ou seja, mais um motivo importante para haver igualdade política entre homens e mulheres nas cadeiras legislativas e executivas do país. Finalizo pedindo que se realmente acredita que mulher tem que participar da política, que escolha uma e apoie de verdade, do mesmo jeito que faria com qualquer outro pré candidato, não precisamos de texto bonito nas redes sociais e palavras vazias, precisamos de ação, seja você homem e mulher, se acredita que na democracia, faça a diferença escolhendo diferente. Quebre o ciclo! Vai ter mulher na política SIM!

Lyli Martins

- POR COTIA -

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